Suspeita usava chupeta e mamadeira para enganar família, que chegou a fazer festa de aniversário de 12 anos para ela; prisão preventiva foi decretada
A Justiça determinou que Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, passe por uma avaliação psicológica. Ela foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após ser acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos e viver como filha adotiva de uma família durante 14 meses.
A suspeita foi presa em flagrante na última terça-feira (2) pelos crimes de estelionato e falsa identidade, e a prisão foi convertida em preventiva na quarta-feira (3), de acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina.
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Como a família foi enganada
A mulher se aproximou da família por meio de uma igreja em Joinville. Inicialmente, ela disse ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego. Com o tempo, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, e o casal decidiu acolhê-la temporariamente.
Depois de conquistar a confiança da família, a suspeita alterou sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos. Ela dizia ter fugido do Pará e se apresentava como “Gabriele”. O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles.
Para sustentar o disfarce, a investigada dizia falsamente ter autismo e alterações hormonais para justificar a aparência física de adulta. Ela também simulava comportamentos infantilizados, utilizava chupeta e mamadeira, usava um “cheirinho” para dormir e forjava crises de pânico à noite.
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Festa de aniversário e tratamento de obesidade
A família, acreditando que ela era uma criança vulnerável, organizou uma festa de aniversário para celebrar os supostos 12 anos da “menina”, segundo a Polícia Civil.
Os pais “adotivos” também custearam um tratamento para obesidade com o medicamento Mounjaro (tirzepatida) para a falsa adolescente.
“A família chegou a manifestar interesse em oficializar a adoção, mas a suspeita desconversava ao tocar no assunto. Ela também não andava com documentos”, detalhou o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso.
O delegado descreveu que a família sofreu uma espécie de “sequestro emocional”, já que o vínculo afetivo construído com a falsa adolescente era muito forte.








