O salário mínimo nacional vigente em 2026 é de R$ 1.621,00. O valor entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, conforme o Decreto nº 12.797, de 23 de dezembro de 2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como ficou o reajuste
O aumento foi de R$ 103 em relação ao piso de 2025 (R$ 1.518), o equivalente a 6,79%. O cálculo segue a política de valorização do salário mínimo (Lei nº 14.663/2023), que combina:
• Inflação medida pelo INPC acumulado em 12 meses até novembro de 2025: 4,18%
• Ganho real baseado no crescimento do PIB de 2024 (3,4%), limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal
Sem o teto do arcabouço, o mínimo poderia ter chegado a cerca de R$ 1.636, segundo cálculos do Dieese.
Valores equivalentes:
• Diário: R$ 54,04
• Por hora: R$ 7,37
Quem é impactado
Cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos referenciados no salário mínimo, entre eles:
• Beneficiários do INSS (aposentadorias, pensões e BPC no valor do piso)
• Trabalhadores formais com carteira assinada
• Empregados domésticos
• Microempreendedores individuais (MEI)
• Beneficiários de abono salarial (PIS/Pasep)
O reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, segundo o Dieese. O impacto fiscal nas contas públicas (especialmente Previdência) é significativo, já que benefícios atrelados ao mínimo acompanham o reajuste integralmente.
Projeção para 2027: R$ 1.741
Na segunda-feira (24 de agosto de 2026), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo já definiu o valor do salário mínimo para 2027 em R$ 1.741. O número constará do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que deve ser enviado ao Congresso até 31 de agosto.
O valor representa um aumento de R$ 120 (cerca de 7,4%) em relação ao atual R$ 1.621. A projeção foi elevada em relação à estimativa anterior (R$ 1.717) devido a novas previsões de inflação.
Durigan reforçou que a indexação de benefícios previdenciários e sociais ao salário mínimo será mantida. O valor oficial, no entanto, só será confirmado no final de 2026, com base no INPC acumulado até novembro e no crescimento do PIB de 2025 (limitado a 2,5% de ganho real).








