quinta-feira, setembro 3, 2026
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Brasil: Secas, calor e temporais: Entenda os impactos do Super El Niño nos próximos meses

Fenômeno climático deve atingir seu ápice entre setembro, novembro e dezembro, trazendo temperaturas acima da média, risco de queimadas e extremos de chuva pelo país.

As previsões mais recentes da agência meteorológica norte-americana CPC/NOAA indicam que o “Super El Niño” tem 90% de chance de atingir um patamar “muito forte” no Brasil ao longo do trimestre de setembro, outubro e novembro.

Com o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico alterando a circulação dos ventos e o regime de chuvas mundialmente, o clima brasileiro sentirá mudanças drásticas e contrastantes. Especialistas alertam que, embora a intensidade do fenômeno não garanta automaticamente desastres, ela aumenta consideravelmente a probabilidade de eventos severos.

O que muda em cada região do país?

 Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul: A tendência para essas áreas é de volumes de chuva acima da média histórica. O cenário acende alertas para o risco de enchentes, temporais e deslizamentos de terra.

 Norte e Nordeste: O trimestre será marcado por uma forte estiagem. Estados como Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, além do norte de Mato Grosso, Tocantins e Rondônia, enfrentarão volumes de chuva abaixo do normal e temperaturas elevadas.

 Centro-Oeste e Sudeste: Áreas centrais — incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, norte de Goiás e Tocantins — também registrarão chuvas escassas. A combinação de calor intenso e seca prolongada eleva drasticamente o risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia e no Pantanal, onde a transição para o período chuvoso pode atrasar.

Calor e surpresas térmicas

Em praticamente todo o país, as temperaturas devem ficar acima da média durante a estação. No entanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ressalta que o avanço de massas de ar frio ainda pode provocar quedas bruscas e repentinas nos termômetros ao longo de setembro.

Diante desse cenário de extremos — que vão desde o risco de secas severas e prejuízos à agricultura até chuvas volumosas no Sul —, órgãos de monitoramento como Inmet, Inpe e CPTEC reforçam a necessidade de governos e sociedade se prepararem para mitigar os impactos socioambientais nos próximos meses.

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