O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (15) sessão plenária extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião, iniciada pela manhã e retomada à tarde após intervalo, foi marcada por discussões acirradas, declarações de impedimento e suspeição dos ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, e embates entre integrantes da Corte, incluindo Moraes e André Mendonça. O presidente Edson Fachin conduziu os trabalhos e rejeitou pedidos para unificar os processos.
Ao final, o plenário formou placar de 4 votos a 3 para manter separados os casos de Moraes e de André Mendonça. Votaram pela separação Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam a análise conjunta, marcada inicialmente para 23 de setembro. O ministro Flávio Dino pediu vista e retirou o voto, o que consolidou o resultado provisório. A sessão foi encerrada sem deliberação sobre o mérito da abertura de investigação contra Moraes.
A decisão mantém o rito definido por Fachin, com o caso de Moraes sob sua relatoria e o de Mendonça reservado para data posterior. A sessão refletiu a crise institucional que envolve a Corte, com ministros questionando atos da presidência e o uso de relatórios da PF. O julgamento sobre eventual apuração continua pendente e deverá seguir o calendário estabelecido pelo tribunal.








