domingo, fevereiro 15, 2026
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Bolsonaro é preso preventivamente por decisão do STF neste sábado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi detido de forma preventiva na manhã deste sábado (22), após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele está custodiado na Superintendência da Polícia Federal. A medida, segundo a decisão, foi tomada como forma de preservar a ordem pública. Antes da prisão, seu filho Flávio Bolsonaro havia convocado uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside.

Bolsonaro foi encaminhado para uma sala de Estado na sede da PF — um espaço destinado a autoridades de alto escalão, como chefes de governo e ex-presidentes. Situação semelhante já ocorreu com Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer, que também chegaram a ficar detidos em instalações reservadas da corporação.

A prisão desta manhã não corresponde ao início da execução da pena definida em julgamento anterior. A defesa de Bolsonaro alegou que não havia sido notificada de qualquer decisão do STF que determinasse sua detenção.

Por meio de nota oficial, a Polícia Federal confirmou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo.

No dia 11 de setembro, por maioria de 4 votos a 1, o STF condenou Bolsonaro e outros sete envolvidos pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe, dano qualificado com violência ou grave ameaça e depredação de patrimônio tombado.

A maior parte dos condenados recebeu penas superiores a 20 anos de reclusão. Apesar disso, ninguém será preso imediatamente, já que ainda cabem recursos. Apenas após o esgotamento das possibilidades de recurso as prisões poderão ser executadas.

Na sexta-feira (21), a defesa do ex-presidente solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que Bolsonaro possa cumprir sua pena — fixada em 27 anos e três meses — em regime domiciliar. Os advogados afirmam que o estado de saúde dele é frágil e que sua permanência em um presídio comum colocaria sua vida em risco. No mesmo pedido, a defesa avisou que pretende apresentar embargos infringentes contra a condenação.

Condenados

Além de Bolsonaro, também tiveram seus recursos rejeitados:

– Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice em 2022;

– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;

– Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

– Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, firmou acordo de delação premiada e não recorreu da sentença. Atualmente cumpre pena em regime aberto, já sem o uso de tornozeleira eletrônica.

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