A insatisfação com a demora no atendimento médico no Hospital Regional de Guanambi gerou momentos de tensão e exigiu a intervenção da Polícia Militar no início da tarde desta terça-feira (11), por volta das 13h30.
Segundo informações da Polícia Militar, por determinação do CICOM, uma guarnição do 17º BPM deslocou-se até a unidade hospitalar, localizada na Rua Dr. José Humberto Nunes, no bairro Paraíso, para averiguar uma denúncia de perturbação da ordem. No local, o vigilante de plantão relatou que um homem de 31 anos demonstrava extrema irritação com o tempo de espera para o atendimento de sua filha, ameaçando forçar a entrada na área restrita para tirar satisfações com o médico. Os policiais intervieram com diálogo, mediaram o conflito e conseguiram acalmar o cidadão. Como não houve agressões físicas, verbais ou desacato direto aos profissionais da saúde, o caso foi resolvido pacificamente no local sem necessidade de condução à delegacia.
DIREITO DE REPOSTA:
Segundo relato dos envolvidos, o ocorrido não teria envolvido qualquer invasão. Eles apresentaram a seguinte versão dos fatos:
- O responsável chegou ao Hospital Regional de Guanambi, no setor de emergência, acompanhado da filha de seis meses, que estava doente. Segundo ele, aguardou aproximadamente 40 minutos pela triagem.
- Durante a espera, a criança teria apresentado uma piora em seu estado de saúde, situação que, segundo o relato, foi presenciada por outras pessoas que estavam no local. Ele afirma que respeitou a ordem de atendimento, mas, diante da dúvida sobre quando seriam chamados, dirigiu-se à sala de triagem, que, segundo ele, estava sem pacientes no momento.
- Ainda conforme o relato, um segurança teria impedido sua entrada na sala de triagem, posicionando-se na porta. Quando conseguiram entrar, o segurança teria perguntado à enfermeira se eles seriam atendidos, o que, segundo os envolvidos, teria ocorrido em tom de deboche e demonstrado falta de profissionalismo.
- O responsável afirma ainda que, enquanto aguardava a consulta, a filha continuava apresentando piora. Ele também relata que foi impedido de acompanhar a esposa no consultório. Segundo ele, a esposa possui diagnóstico de epilepsia e teria apresentado crises recentemente, motivo pelo qual teria solicitado que ele a acompanhasse.
Os envolvidos afirmam, portanto, que a situação teria começado após uma tentativa de buscar atendimento diante da piora do estado de saúde da criança e que, na versão apresentada por eles, não houve invasão do setor, mas uma tentativa de acesso à triagem e de acompanhamento da esposa durante o atendimento.
Por TV Sebastião Laranjeiras








