São Paulo, 3 de agosto de 2026 — O partido Avante oficializou nesta segunda-feira a candidatura do psiquiatra e escritor best-seller Augusto Cury à Presidência da República. A convenção nacional ocorreu no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Cury, de 67 anos, estreante na política e conhecido por livros de autoajuda (como O Vendedor de Sonhos), com milhões de exemplares vendidos e grande presença nas redes sociais, chegou ao evento acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois sentaram lado a lado na mesa oficial. Também participaram o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente da Alesp, André do Prado (PL), candidato ao Senado.
Propostas em destaque
No discurso, Cury se apresentou como alternativa à polarização entre esquerda e direita. Defendeu unir “o que há de melhor em todas as teses”: valores de liberdade econômica e empreendedorismo com atenção aos vulneráveis e direitos humanos. Propôs um “pacto nacional” com notáveis (intelectuais, economistas, gestores e políticos sem histórico de corrupção) para um governo técnico.
Uma das principais propostas foi a mudança do regime presidencialista para o semipresidencialismo. O presidente cuidaria do estratégico (Forças Armadas e política externa), enquanto um primeiro-ministro geriria o dia a dia do país. Cury citou Tarcísio de Freitas como possível nome para o cargo:
“Se eu tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, (…) provocaria o Brasil para mudar o regime presidencialista para o regime semipresidencialista (…) E um primeiro-ministro que está no meu radar (…) se chama Tarcísio de Freitas.”
Tarcísio, cujo partido Republicanos apoia a reeleição do governador (e Flávio Bolsonaro no Planalto), desejou “boa sorte” a Cury e elogiou sua “coragem”.
Outras bandeiras destacadas:
• Defesa de cerca de “32 milhões de neurodivergentes” (incluindo autismo, TDAH e dislexia).
• “Era de ouro” na educação, com ensino integral, educação técnica no médio e valorização dos professores como “cozinheiros do conhecimento”.
• Criação de escolas e bancos de empreendedorismo em comunidades e igrejas.
• Foco em saúde mental, redução da insegurança alimentar e desenvolvimento emocional.








