Entre janeiro e 10 de outubro de 2026, a Bahia registrou cerca de 334 casos confirmados de meningite e 46 mortes, conforme dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O número aponta uma discreta queda no total de infecções frente ao mesmo período de 2025, quando houve cerca de 340 ocorrências, porém revela um aumento nos óbitos, que subiram de aproximadamente 45 para 46.
A gravidade das variantes bacterianas concentra a atenção das autoridades de saúde. Segundo o boletim de maio de 2026, referente às primeiras 17 semanas epidemiológicas, essa etiologia respondeu por 54% dos 127 casos analisados no período e apresentou letalidade próxima de 19%, somando 13 mortes entre os 69 pacientes diagnosticados. No mesmo intervalo, ocorreram 28 infecções virais, 24 não especificadas e seis decorrentes de outras causas, gerando um avanço global de 12% em relação ao ano anterior. Na divisão geográfica do boletim, a macrorregião Leste liderou o volume de ocorrências com 62 registros, enquanto as regiões Centro-Leste e Sudoeste registraram 14 notificações cada. No Sudoeste, houve dois óbitos e a confirmação de um caso de doença meningocócica em Vitória da Conquista.
A doença acomete as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sinais de perigo reúnem febre alta, cefaleia intensa, vômitos, rigidez na nuca, confusão mental, sonolência profunda e, nos episódios mais severos, convulsões e manchas avermelhadas ou arroxeadas pelo corpo, exigindo intervenção médica imediata. Para frear novos surtos e conter a transmissão dos agentes infecciosos, a Sesab ressalta a urgência de manter o esquema vacinal atualizado por meio dos imunizantes distribuídos gratuitamente pelo SUS, como a meningocócica C, meningocócica ACWY, pneumocócica 10-valente e pentavalente.








