O partido Novo confirmou nesta segunda-feira (27) a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em Brasília, após convenção nacional realizada de forma virtual, e contou com a presença do presidente da legenda, Eduardo Ribeiro. A chapa ainda não tem vice definido.
Zema, de 61 anos, governou Minas Gerais por dois mandatos (2019 a março de 2026). Em seu primeiro pronunciamento oficial como candidato, ele se apresentou como alternativa à polarização política e afirmou ser o único presidenciável que conhece o “Brasil real”, por sua trajetória como empresário.
Principais propostas e críticas
No discurso, Zema endureceu o tom contra o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele falou em acabar com a “farra dos intocáveis” e defendeu mudanças na Corte, como idade mínima de 60 anos para indicação de ministros, adoção de lista tríplice e fim das decisões monocráticas em temas já apreciados pelo Congresso.
Na área de segurança pública, o candidato propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um “superpresídio” em local remoto, de preferência no meio da Amazônia, para isolar lideranças do crime organizado. Segundo ele, esses líderes deveriam ficar presos por longos períodos (“vão mofar por pelo menos 25 anos”).
Outras propostas destacadas:
• Ampliação de privatizações de estatais
• Redução de privilégios e mordomias no setor público
• Combate à burocracia e criação de ambiente mais favorável a empreendedores
• Revisão do modelo de emendas parlamentares
Vice ainda indefinido
O Novo tem até 5 de agosto para indicar o vice. Zema afirmou que o nome precisa ter “ficha limpa” e não ceder a pressões políticas. Entre os nomes cotados está o do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC). Há também conversas sobre possível aliança com o Podemos.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, elogiou a gestão de Zema em Minas e afirmou que o objetivo é “enterrar o PT” em nível nacional, como, segundo ele, ocorreu no estado.
Zema aparece com cerca de 3% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e busca ampliar seu reconhecimento nacional com o início da campanha oficial.








