O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, deve se reunir nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu futuro no cargo. A conversa ocorre em meio à forte pressão interna após Wagner ser alvo de buscas e apreensões na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
Segundo fontes próximas ao Planalto, aliados do governo defendem o afastamento imediato de Wagner da liderança para preservar a imagem do presidente e a estratégia de reeleição. Embora o senador tenha afirmado inicialmente que permaneceria no posto, a avaliação nos bastidores é de que a permanência no cargo contamina o governo Lula.
Investigação da PF e Caso Master
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra Wagner desde o dia 18 de junho. As suspeitas envolvem o recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo:
• Um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões;
• Repasses financeiros para empresa ligada ao enteado;
• Outras supostas vantagens, como uso de aeronaves.
Wagner nega as acusações e afirma que “não tem nada a esconder”. Parte dos bens apreendidos, como 13 relógios de luxo, permanece sob custódia da PF. O senador recorreu ao STF para tentar anular a decisão que autorizou as buscas.
Impacto político
A operação já gera repercussão negativa na pré-campanha à reeleição de Lula. Aliados do Palácio do Planalto avaliam que a permanência de Wagner na liderança aumenta o desgaste, especialmente com o avanço das investigações.
Nomes como a senadora Teresa Leitão (PT-AC) são cotados para assumir o posto caso Wagner deixe a função. O governo reforça a narrativa de autonomia da Polícia Federal e tenta conter os danos. (CNN BRASIL)








