quarta-feira, julho 8, 2026
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“Pura politicagem”: Vice-prefeito de Tanque Novo reage após ter serviços médicos suspensos

“Hoje é um dia muito triste para mim.” Foi assim que o vice-prefeito de Tanque Novo, Bruno Diógenes Bomfim Carneiro, reagiu após receber a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para interromper, imediatamente, suas atividades médicas e cirúrgicas na rede pública municipal.

A determinação, emitida pela Promotoria de Justiça de Tanque Novo e publicada no último domingo (05), foi motivada por denúncias formalizadas pela oposição. O documento estabelece um prazo de 15 dias para o cumprimento integral das medidas, sob pena de adoção de providências judiciais.

Até o momento, o político, que atua como cirurgião, prestava atendimentos ambulatoriais, consultas clínicas e procedimentos especializados no Hospital e na Policlínica Municipal. Em um desabafo feito logo após concluir seu último turno, no qual realizou 12 cirurgias, Diógenes lamentou o encerramento de um ciclo de quase seis anos, durante o qual afirma ter realizado mais de 2.300 cirurgias na cidade.

“Pegamos o município falido em termos de saúde. Eram mais de 300 pessoas aguardando cirurgias. Hoje, são mais de 2.300 cirurgias feitas com muito amor, carinho e dedicação. Certamente, isso incomodou as pessoas, principalmente a oposição que, de forma irresponsável, solicitou ao MP que as minhas cirurgias e atendimentos fossem suspensos. Pura e simples politicagem”, declarou o vice-prefeito.

O médico ressaltou que suas atividades eram exercidas de forma voluntária e sem remuneração, defendendo que a decisão trará prejuízos a todos os munícipes, independentemente de sua condição social. Ao classificar a iniciativa da oposição como “inveja” e “perseguição política”, ele concluiu: “É um ato covarde contra o município de Tanque Novo”.

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