O país vive uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. Dois terremotos de grande magnitude (7,2 e 7,5) atingiram a região norte da Venezuela na última quarta-feira (24 de junho), causando destruição em várias cidades, especialmente na costa e em áreas próximas a Caracas.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o número de mortos chegou a 1.430, com mais de 3.200 feridos. Autoridades estimam que dezenas de milhares de pessoas ainda estejam desaparecidas, e o número de vítimas deve continuar subindo à medida que as equipes de resgate avançam nos escombros.
Os tremores, considerados os mais fortes em mais de 100 anos no país, derrubaram prédios, destruíram infraestrutura e deixaram milhares de famílias desabrigadas. Resgates continuam contra o tempo, pois a “janela de ouro” para encontrar sobreviventes está se fechando. Um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido no sábado, complicando ainda mais os trabalhos.
Solidariedade do Brasil
O governo brasileiro, sob o presidente Lula, tem sido um dos principais apoiadores. Já foram enviados múltiplos voos humanitários com toneladas de suprimentos, equipes de bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de equipamentos especializados para rastrear sinais de celulares sob os escombros. O ministro da Defesa, José Múcio, também viaja para acompanhar as ações.
A ajuda inclui pedido de hospital de campanha e reforço nas buscas, demonstrando a solidariedade entre os povos vizinhos.
Contexto e Impacto
A tragédia ocorre em um momento de grande vulnerabilidade para a Venezuela, agravando a crise humanitária que o país já enfrentava. Organizações internacionais, como a ONU, acompanham a situação e coordenam apoio global.








