O Grupo Casas Bahia executou um corte drástico em sua operação física ao fechar 298 lojas — o equivalente a 28,7% de sua rede total (que contava com pouco mais de mil unidades). A medida, concentrada em uma única rodada entre quinta e sexta-feira, veio acompanhada de um corte relâmpago de 1,9 mil postos de trabalho.
A manobra agressiva faz parte de um plano de reestruturação para conter a forte pressão financeira e os prejuízos bilionários da companhia, que registrou perdas de R$ 3 bilhões em 2025 e um prejuízo líquido de quase R$ 1,1 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2026. Com o enxugamento — que substitui os ajustes graduais do passado —, a varejista busca estancar a sangria do caixa, renegociar prazos com a indústria e concentrar esforços na operação digital, cujas vendas próprias via e-commerce apresentaram alta enquanto o varejo físico sofria retração. Devido à reestruturação, a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre precisou ser temporariamente adiada.








