A tarde desta segunda-feira (4) foi marcada por uma tragédia aérea na região urbana de Belo Horizonte. Um avião monomotor caiu sobre um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste da capital, resultando em três mortos e dois feridos, além de mobilizar equipes de resgate.
A aeronave transportava cinco ocupantes, incluindo empresários do setor de tecnologia e o piloto. O grupo seguia para São Paulo após uma escala em Belo Horizonte, em uma viagem de negócios relacionada a uma empresa de tecnologia e cartões.
Entre as vítimas fatais estão o piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, e Fernando Souto Moreira, de 36 anos, que morreram no local. O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Já Arthur Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, sobreviveram e seguem em recuperação.
Como ocorreu a queda
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha momentos antes do acidente. Logo após a decolagem, o piloto relatou dificuldades operacionais. Em seguida, a aeronave perdeu altitude e caiu no estacionamento de um edifício residencial.
O impacto atingiu a estrutura entre o terceiro e o quarto andar, na área da escada do prédio. Apesar da violência da colisão, nenhum morador foi ferido, pois o edifício foi rapidamente evacuado pelas equipes de emergência.
Resgate e evacuação
O Corpo de Bombeiros foi acionado de imediato e chegou ao local em poucos minutos, com apoio do Samu e da Defesa Civil. Todos os moradores foram retirados do prédio por segurança.
Segundo os bombeiros, a aeronave ficou concentrada na caixa de escada, o que evitou a propagação dos danos para outros apartamentos.
Aeronave e operação
O avião era um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros mais o piloto. De acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo.
Investigação do caso
As causas da queda estão sendo apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira. Equipes do SERIPA III atuam na coleta de dados e na preservação de evidências no local.
A Polícia Civil de Minas Gerais também investiga as circunstâncias do acidente. O caso segue em análise técnica, com foco em entender o que levou a aeronave a perder o controle logo após a decolagem.








